China: substituição de humanos por robôs em creches e asilos

Robôs já são vistos nas linhas de montagem das fábricas, mas na China, líder mundial na produção robótica, já é possível vê-los cuidando de idosos em residências ou brincando com crianças na creche.

Um exemplo dos novos papéis destes humanoides pode ser encontrado em uma das maiores creches do país, chamada “Jardim Dourado”, situada a meio caminho entre Pequim e Tianjin, onde três robôs brancos e de silhueta curva, para que pareçam inofensivos às crianças, são os destaques da aula. As crianças, de quatro e cinco anos, se aproximam de Keeko, o robô-cuidador, o contam coisas diferentes, e ele ordena as informações e as une em um conto com música.

Na creche, onde as crianças também aprendem kung fu e caligrafia, a ideia é “combinar o tradicional com o moderno”, explicou à Agência Efe uma das professoras, Gao Haiyan, e em meio dessa tarefa Keeko “ajuda a melhorar a expressão oral, a lógica e a noção espacial das crianças”.Keeko, cujo desenho lembra o Wall-E, do filme da Pixar, também dança com as crianças, faz contas e é dotado de inteligência artificial, recurso que o permite aprender com o tempo. Saiba mais: Americano cria Wall-E do mundo real.

O criador dos A-Tai, Shen Jianchun, disse que um dia suas “obras “substituirão os cuidadores, embora na creche de Pequim haja mais dúvidas sobre se Keeko, ou uma versão avançada deste, que já está sendo preparada, será algum dia o único professor das crianças. No entanto, dificilmente os professores serão substituídos: “O robô é muito avançado, mas um professor tem emoções, que é indispensável para ensinar às crianças”, opinou a professora Gao.

A China entrou tarde no mundo da robótica, mas em poucos anos se atualizou e tornou líder mundial na produção de robôs, algo promovido pela campanha estatal “Made in China 2025”, que quer transformar o gigante asiático em líder mundial de alta tecnologia em todos os aspectos.

Também começam a se desenvolver, e a aparecer timidamente nas ruas chinesas, robôs policiais capazes de controlar o transito. A ficção científica está cada vez mais perto na China.

Adaptado de EXAME.Abril/2017

_____

Até onde vai a ética na pesquisa científica? Fique atento aos próximos eventos do Instituto Futuro!

#OFuturoDaCiência

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s